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Tom Hanks parecia estar brigado com seus fãs. Ninguem pareceu ter gostado muito de "Matadores de Velhinhas", "O Terminal" e muito menos da atuação de seus "mullets" em "O Código DaVinci". Mas ele é um profissional, e como um ator que parece sempre ler o que vai interpretar, saiu novamente de sua linha clássica de personagens e interpretar um político polêmico, que se diverte em banheiras com drogas, mulheres e politicagem. Decidiu reapresentar sua linha versátil e acabou reconhecido pela crítica, mas nem tanto pelo público, na história do congressista americano que traçou um audacioso plano para derrubar a União Soviética durante a Guerra Fria.
E com isso, a história começa no começo da década de 80, onde o congressista, entre uma festa e outra, assiste uma suposta crise no Afeganistão e decide investigar. Dobra o orçamento de suporte dos EUA ao país e atrai a atenção de uma milionária simpatizante a causa (Julia Roberts, sumida antes e durante o filme). Juntos começam a traçar um plano para auxiliar os afegãos a vencerem a guerra e desestabilizarem a União Soviética. Entra em cena o renegado agente da CIA, Gust Avrakotos (Phillip Seymor Hoffman, genial como sempre) que arruma os meios e os contatos para que o plano dê certo. Só falta agora, convencer o governo americano a entrar numa guerra onde terão de se expor, e arriscar ainda mais a crise entre as duas nações mais poderosas do mundo.
